Enfim, cá estou eu novamente, depois de um mês, talvez um pouco mais. Veja bem, as vezes eu estou inspirada e escrevo coisas novas a todo dia, ou ao menos a toda semana, agora tem vezes que a falta de inspiração é enorme e por isso qualquer lampejo como este é algo a se comemorar.

No caso foi mais que um lampejo para escrever, foi um desenho. Sim senhores, eu também desenho. Porcamente, devo-lhes avisar, mas não se pode ser bom em tudo. Antigamente eu desenhava mais e, talvez, até bem, mas a falta de treino e também vontade (eu acabei substituindo desenhar por escrever) me fizeram parar. Aí as vezes eu desenho uma coisa ou outra e jogo fora (sou muito perfeccionista com desenhos, até mais do que com o que escrevo).

Nem sei porque estou explicando isso. Acho que é a mania que tenho de explicar tudo certinho para que as pessoas entendam perfeitamente bem. E também por isso que sempre peço para
que me expliquem tudo direito. Odeio coisas ditas pela metade, ou deixadas no ar (embora as vezes deixam um certo ar de mistério, o que é divertido e até eu utilizo desse artifício. Mas apenas as vezes).

Enfim, vamos ao que interessa, o desenho. Eu o fiz a mão, mas foi num caderno de escola então acho que ficaria terrível se eu escaneasse e colocasse aqui, por isso fiz no computador e acrescentei uns efeitos interessantes a ele.


(Acabei de tentar abri-lo em outra página e ficou enorme, acho que coloquei um tamanho extra grande, mas enfim qqq)

É simples. Como eu disse lá em cima, sou apegada em detalhes, mas aprendi a ver a beleza na simplicidade. Até porque eu não conseguiria fazer um carinha sentado cheio de detalhes, não tenho capacidade para isso. E também quebraria todo o ar monocromático do desenho. Não, os detalhes aí não importam, eles só tirariam atenção do principal do desenho, do que eu tempo passar com ele. x)

Minhas mãos estão coçando para explicar o desenho, para contar exatamente o que eu quis dizer com ele, mas seria uma "puta falta de sacanagem" fazer isso, porque o bom do negócio é você vê-lo e tirar suas próprias conclusões. É que nem quando você lê um livro e imagina todos os personagens, os lugares. Acaba sendo algo seu, algo próprio. É por isso que é tão bom ler. E aí vem os filmes (eu não sou nada contra fazer os filmes, só pra deixar dito) e acabam com sua imaginação, colocam uma imagem padrão, provavelmente diferente do que você imaginou. Por isso que vocês entendam o que quiser da imagem. Eu tenho meus próprios pensamentos em relação a ela.

Ahhh, e não tem nome. Sério, eu já sofro para colocar nomes em dissertações, em poemas, contos e tudo mais, até conseguindo as vezes algo decente, mas para desenho eu não coloco nomes. Sei lá, não consigo. Ele passa tanta coisa ao mesmo tempo, podendo ter inúmeros nomes. Invente um nome e chame-o dessa maneira, não ligo. ^^

Acabei falando demais, hm. As vezes tenho esses flashes de falar muito mesmo, de enrolar e talz. Mas é raro, geralmente sou mais calada. Enfim, não tenho mais muito o que dizer. Espero que gostem dele.

Música da vez: Free Fallin - John Mayer[cover de Tom Petty](http://www.youtube.com/watch?v=bWTSZ9wN9B8)

Sem Você - Natália NP - 17/07/2010

Frio
O mundo é frio sem você aqui
Escuro, vazio, sem graça
O tempo mal passa
Se arrasta com sua ausência nefasta

Tudo é tédio
Triste
Estado terminal
Sinto sua falta
De uma maneira completamente irracional

Vício
Sim, sou viciada em ti
E todo dia injeto um pouco de você em mim

Mas agora sem sua presença
Não há nada para substituir
Então espero
E me desespero
Perdida em pensamentos que me fazem ruir

...

Pingos de chuva ao chão
Dedos pelas cordas do violão
A fumaça subindo, rodopiando
Tic tac
Sua ausência
Me matando


Obs.: Sem imagem. Não existe imagem que consiga sequer chegar perto em retratar a saudade.

Música da Vez: Black - Pearl Jam (http://www.youtube.com/watch?v=AFVlJAi3Cso)

Bem, a Isa *-* do Mecânica Celeste Aplicada indicou meu blog para continuar a corrente da Lista da Bota. Em teoria era para eu indicar mais 5 blogs, mas não sei quem eu indico, porque nem sei dos meus amigos quem tem blog ou não. Então, se ler isso aqui e tiver um blog, eu te indico. xD


A Lista da Bota é para eu colocar o que desejo fazer antes de morrer (meio mórbido, hm). E como eu vivo mudando meus objetivos ou o que quero fazer tive que pensar por um tempo o que eu iria colocar aqui. E cheguei em poucas coisas que eu sei que não vão mudar em pelo menos uma semana. Então, lá vai:

- Ficar um tempo com uma pessoa que eu ame e que também me ame, mas ter coragem de deixá-la quando for necessário.
- Reconhecer a minha hora e não ficar fugindo.
- Sair com minha moto e minha mochila sem destino.
- Aprender a tocar violão.
- Escrever um livro ou apenas ter contos/poemas o suficiente para compilar em um.
- Visitar o máximo de países possíveis.

Prontinho. \o\

Natália NP - 23/06/2010


Era uma vez uma garota que desistia de tudo.
Desistiu de brincar porque poderia se machucar.
Desistiu de aprender, porque precisava se esforçar.
Desistiu de tentar, porque não queria errar.
Desistiu de sentir, porque tinha medo de sofrer.
Por fim desistiu da vida, porque não sabia como viver.



Música da Vez: One Last Time - The Kooks (http://www.youtube.com/watch?v=ZZqZ-Xf1mkg)

Estou pirando! Sério, estou pirando mesmo. Pra ter uma idéia, estou conseguindo tratar mal a pessoa que mais me importa hoje em dia. Por quê? Porque sou uma idiota, talvez.

Eu posso dar a desculpa de meus altos e baixos costumeiros. Sim, é uma boa desculpa, mas já a usei demais. Afinal, para se ter altos e baixos deve-se ter um motivo, certo?

Posso dizer que é a maldita pressão do cursinho. E olha, esse é um motivo que com certeza tem acabado com cada pedaço são meu nos últimos tempos. Ao mesmo tempo que ainda faltam uns seis meses – o que pode ser considerado um tempo grande até – as semanas passam com uma velocidade tão grande que não vou me surpreender se eu acordar amanhã e for o dia de ir fazer a prova da Fuvest. Dá pra entender isso? Cara, é muita aula, é muita matéria, tudo acumula e eu estou ficando maluca! Não consigo dar meu máximo e o pouco que consigo já é com um grande esforço. Por que isso? Como eu disse, sou uma idiota, talvez.

Ainda assim, posso dar essa desculpa para tratar mal alguém que me é tão importante? Não, isso não é o bastante. Acho que, na verdade, nada é o bastante. Então, chegamos à conclusão que eu sou uma idiota, com toda certeza!

As poucas horas que consigo desanuviar a cabeça é quando saio com o pessoal para os flash mobs, que estão se tornando a minha válvula de escape, já que o msn está me deixando mais maluca do que ajudando, ultimamente.

Pelo menos descobri o que farei. Engenharia. De computação, ou civil ou mecatrônica. Não é o que eu sempre sonhei, mas acho que o que eu sempre sonhei era simplesmente não ter que fazer nada, continuar naquela de viver a vida numa boa, com o dinheiro da minha mãe sempre na mão, só fazendo o que eu queria. Mas, é a vida, precisamos crescer mesmo que não queiramos. E aí está algo que eu não queria. Ficar mais velha.

Então, para a pessoa que ultimamente eu não venho agindo como agia antes, me desculpa. Sei lá, o medo de te perder, ou, não sei, que as coisas mudem, isso também me pira às vezes, sabe? E ao invés de eu tentar fazer tudo voltar a ser como era, acabo te maltratando e sendo fria e fazendo justamente o que eu não quero. Ridículo, eu sei. Novamente, me desculpa. Tenho a tendência de afastar as pessoas que mais me importam, mas não vou fazer isso. Lhe prometi uma vez e repito essa promessa. Afinal... Eu te amo.

Agora, um poema antigo, mas que serve para o momento.



Soneto da Dúvida - Natália NP - 20/05/2009

Como uma noite escura e sem estrelas

O caminho, sem volta, a trilha

Sem marcas, fechada, sem volta

Sem vida, sem fim, meio... Começo


Misterioso, no mar, e vazio e cheio

Até o fim, mergulhada...

Que fim? Que começo?

Onde? Quando? Como? Por que?


Desconhecidas, as perguntas, e intrigantes

Instigantes, incógnitas sem respostas

Como hoje, como ontem, como antes


O tempo... Nem ele, sabe, também

Todas as dúvidas responder...

Onde? Como? Quando? Por que?


Música da Vez: Best of You - Foo Fighters (http://www.youtube.com/watch?v=VgRAMUxk-_c)



A caixa – Natália NP – 11/05/2010

(favor ler ouvindo: [http://www.youtube.com/watch?v=R_kZmSwTsNQ] X-Ray Dog - From the Heart)

O sol brilhava naquele dia de verão. As pessoas saiam de suas casas com um ânimo renovado, provavelmente pelo calor e a diversão que os esperavam. Eram as férias, quando saiam para descontrair e curtir a vida... Mas nem todos.

A mulher abriu a porta do quarto escuro. As janelas fechadas e as cortinas escuras impediam com que a luz solar entrasse no cômodo. Acendeu a luz. Agora a pequena lâmpada fazia com que as formas antes disformes pudessem ser vislumbradas. O guarda roupa no canto direito, cheio de pôsteres de bandas de rock, algumas pichações a caneta. A cama logo à frente, ainda desarrumada, com uma roupa velha jogada em cima e de qualquer jeito.

Parecia que algum tipo de anestesia havia sido dado a ela, pois mal percebia enquanto andava pelo quarto, com os olhos vagando sem direção, passando de detalhe a detalhe, como se jamais tivesse realmente visto aquele lugar. Se soubesse... Se soubesse...

Parou em frente ao guarda roupa e o abriu. Como um robô, começava agora a pegar uma roupa de cada vez. A calça preta preferida. A camiseta que não desgrudava. A cueca da sorte. A camiseta do time do coração. Tudo o que tirava era colocado dentro de uma caixa. Esse ia se enchendo rapidamente, até que só o que restava eram algumas fotografias antigas perdidas no fundo do armário.

Neste momento, então, tudo caiu de uma vez sobre ela. Desabou na cama a chorar, as lágrimas vindo sem dificuldade a seus olhos, escorrendo pelo rosto. Porém, chorava baixo, mesmo que só ela estivesse na casa. Após o que poderiam ser apenas minutos – ou séculos – se levantou e pegou as fotografias, colocando-as dentro da caixa, sem olhá-las. Não suportaria...

Respirou fundo buscando forças onde nem sabia que existia e, por fim, fechou a caixa, deixando-a num canto qualquer do quarto. Saiu dali sem olhar para trás. Não havia volta.


Só explicando, coloquei a música no começo porque foi ouvindo-a que acabei pensando neste contexto. xD

À minha amada, um buquê - Natália NP - 29/04/2010

Lhe ofereço meu mais belo buquê
Não de rosas ou lírios... Flores não!
Mas um buquê de palavras
Vermelhas como meu sangue escorrendo pelo chão

Romântico e mórbido... Se completam
Assim como meu sentimento
Que me faz vibrar de euforia
E desejar a morte no mesmo momento

Então, meu amor, viva como quiseres
E não perca tempo pensando em mim
Apenas lembre-se de quem tivestes
Mas o amor não soube retribuir

Agora ao desconhecido me entrego
Venha e me leve com rapidez!
Não posso esperar por muito tempo
Antes que eu retorne a minha insensatez




Eu achei que ficou razoável. xD E não tem imagem porque não achei nenhuma que eu gostasse ou que combinasse com o que eu queria passar. =/


Música da vez: Everlong - Foo Fighters (acoustic) [http://www.youtube.com/watch?v=Sr9QtmgD6QE] Simplesmente perfeita *-*

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